Desafios e superações de 2022: tudo passa!

Olá leitor, como vai? Espero que esteja tudo bem… e, se alguma coisa não estiver tão bem, tenha certeza: vai passar!

Eu estava pensando aqui sobre qual título escolher para o texto de hoje. Os dois últimos anos (2022 e 2023) foram bem desafiadores para mim. Muitas mudanças, em diversas áreas da minha vida. Pensamentos e sentimentos confusos. Confesso que na maioria dos dias as coisas não estavam “tudo bem”. Mas hoje estou aqui, muito agradecida por tudo, sobretudo pela força que Deus me deu para lutar, superar e aprender. Hoje me sinto ainda mais forte e certa de que sim, tudo passa!

Eu comecei 2022 com meu filho em meus braços. Nos primeiros quinze dias dele, eu tive a benção de receber em casa minha sogra e depois minha irmã Ana, que vieram para me ajudar nos cuidados com o Joaquim. Nos quinze dias seguintes, meu marido tirou férias e me deu um super apoio. A partir do segundo mês eu segui cuidando dele e das coisas de casa. Por muito tempo me preparei para esse momento. Eu trabalhei a gestação toda, com muita disposição e no dia que fiz meu último atendimento, a bolsa estourou e o Joca nasceu. O plano agora era ficar com ele, curtir ao máximo e retomar as atividades profissionais depois que ele completasse 6 meses.

Por volta dos 3 meses, percebi a cabeça do Joaquim um pouco assimétrica. Eu percebia também que ele passava mais tempo com o pescoço virado para o lado esquerdo, inclusive quando dormia. Busquei por uma fisioterapeuta, a Alexandra (Clínica Santa Cruz em Jundiaí SP), que diagnosticou um torcicolo congênito. Sem palavras para agradecer por todo profissionalismo, paciência, apoio e carinho. Notei uma evolução logo na primeira sessão. Chegando em casa, ele mamou super bem e dormiu tranquilamente por um bom tempo… algo que nunca tinha acontecido. A Alexandra também nos alertou sobre o freio da língua, buscamos por uma dentista e foi realizado a frenectomia.

Foram várias sessões de fisioterapia (método De Setti), mais de vinte! Parece bastante coisa né? E foi mesmo. Era uma luta conseguir “mexer” nele, ele ficava irritado e chorava muito até chegar num ponto que as sessões não estavam mais sendo produtivas, não estávamos evoluindo e eu ficava extremamente cansada, frustrada e com um sentimento de culpa vendo todo aquele incômodo. Então, alinhamos e decidimos parar com as sessões. Ele não estava 100%, mas estava bem, a questão do torcicolo estava praticamente resolvida. Eu segui colocando em prática as orientações valiosas que a Alexandra me passou e deu tudo certo. Inclusive, recentemente retornamos ao consultório, ela avaliou o Joaquim e disse: ele está maravilhoso!

Enquanto cuidávamos do torcicolo do Joca, meu marido fez uma cirurgia ortognática. De verdade, ver o meu marido passar por todo aquele processo de recuperação, dores, noites sem dormir, fisioterapias, enfim, foi muito mais difícil e doloroso do que a minha própria cirurgia/cesárea. Além de ser uma cirurgia bem delicada, a recuperação leva meses… então, você já pode imaginar os desafios que tivemos com isso ao longo do ano. Mas, superamos! Sim, passou, ficou tudo bem.

Quando o Joca completou 6 meses eu entendi que queria e precisava retomar ao trabalho. Fiz contato com a empresa, para a qual eu tinha prestado serviços como coach nos últimos anos e, para minha surpresa, eles não só queriam seguir com a parceria profissional como também me ofereceram o cargo de coordenadora metodológica. Meus Deus… eu queria aceitar, mas ao mesmo tempo pensava que não ia dar conta. Coordenar pessoas e processos à distância, numa área que eu nunca tinha atuado, com um marido se recuperando de uma cirurgia e com um filho pequeno… o que fazer? Fui pedir ajuda aos universitários, é claro! Conversei com meu querido cumpadi e amigo Diego que me fez refletir: “Bruna, você está pensando sobre não dar certo mas, imagina se der certo?”

Ficou claro pra mim que aquele convite tinha um propósito, sempre tem! E depois de um tempo eu entendi que não se tratava de um convite, aquela oportunidade foi um presente. Um dos presentes mais lindos e valiosos que já recebi na vida. Um presente recheado de reconhecimento. Um presente que me trouxe muitos outros presentes. Eu fiquei na coordenação por um ano trabalhando com profissionais de alto nível: duas redatoras, um designer e dois videomakers. Aprendi demais com eles! Nesse clico eu tive a oportunidade de contratar, de desligar, de estruturar processos, de desenvolver pessoas e de produzir conteúdos metodológicos (video-aulas, e-books, playbooks, podcasts, dentre outros). Foi uma fase que muito chorei, que muito sorri. Os desafios foram superados, o ciclo foi encerrado (outro dia conto mais sobre isso) e tudo passou. É, tudo passa!

Desde 2018 eu já fazia home office e segui nesse modelo de trabalho. Foi importante já ter essa experiência pois me ajudou a passar pela pandemia e também a ficar perto do Joaquim quando ele nasceu. Por outro lado, conforme o Joaquim ia crescendo, ele ia pedindo cada vez mais pela minha presença, sabia que eu estava ali, sentia meu cheiro e isso cortava meu coração. Deixo aqui um recado para mamães com filhos pequenos que pensam no home office, esse modelo tem suas vantagens e desvantagens, analisem bem antes de decidir. Para mim foi bem estressante a partir do oitavo mês do meu filho, mas… cada caso é um caso.

Com o retorno ao trabalho, eu tinha a opção de colocar o Joca em uma creche ou arrumar uma babá. Decidimos pela babá. A Rosana, sim, aquela que já me ajudava com faxinas topou me ajudar a cuidar do Joca. Olha, Deus é incrível… Sem palavras também para agradecer por todo carinho para com o nosso filho, casa e família. Não teria pessoa melhor para ficar com ele. Ela chegava sempre com um sorriso no rosto, e assim ela se despedia também. Cuidava do Joaquim e do Batatinha (nosso cachorro) com um amor sem igual! Por vezes eu não soube lidar com esse carinho e me peguei reagindo de forma grosseira. Mas nada tinha a ver com ela, pelo contrário, eu estava tão estressada e cansada com tantas coisas e acabava descontando no meio da rotina. Hoje ela não está mais com a gente, esse ciclo também finalizou e eu só tenho gratidão e admiração! Tia Rô: você é nossa família e sempre estará nas nossas lembranças e no nosso coração. Amamos você!

Nossa, pelo jeito o texto de hoje vai longe! Pois é, ninguém imagina tudo que a gente vive, não é mesmo? Pare um minuto para pensar nos acontecimentos do último ano… o que você viveu? Quais desafios enfrentou? O que você já superou? Quais foram as conquistas e momentos mais marcantes? Quais emoções sentiu?

Vou seguir contanto mais alguns pontos, porque se eu for entrar nos detalhes, um ano vai virar um livro! Rsrs

Bom, um outro desafio, talvez o maior, foi a covid que peguei exatamente quando voltei a trabalhar. Eu já tinha tido covid uma ou duas vezes no ano anterior. Graças a Deus passei por todas numa boa e ficou tudo bem. Mas essa foi diferente: eu perdi meu olfato e paladar. Levei mais de seis meses para voltar a sentir algum sabor e cheiro. Até hoje… mais de dois anos depois, as coisas ainda não têm o mesmo cheiro e sabor. A comida sempre foi um dos meus maiores prazeres. Sentar-me à mesa com a família e degustar uma refeição é algo muito muito valioso para mim. Esse acontecimento me deixou muito deprimida, ansiosa, estressada, doente, impactando nas minhas relações, na minha disposição, na maternidade, na minha saúde, enfim na minha vida como um todo.

Foi muito difícil administrar todos esses acontecimentos ao longo do ano. Hoje vejo que foram dias em que tudo saiu fora do lugar, eu perdi totalmente o controle. Mas até mesmo nesses momentos, Deus estava ali. Ele nunca perde o controle. Ele sempre está cuidando de tudo. Em meio a tudo isso, muitos momentos de alegria, apoio e carinho da família, passeios, brincadeiras e o sorriso do Joca… sempre iluminando os nossos dias!

Ao recordar, percebo como esses eventos me impactaram, me fortaleceram e me levaram para um lugar muito especial: eu nunca me senti tão perto de Deus. Em meio ao desespero eu dizia: “Eu não aguento mais, me ajuda” – e Ele respondia na hora. Eu vivenciei muitos milagres!

Caro leitor, você não precisa necessariamente ir à igreja ou seguir uma rotina de orações para se conectar com Deus. Deus está dentro de nós. Podemos conversar, ouvir, sentir e agir com Ele em qualquer lugar e situação. Ele NÃO JULGA, NÃO EXIGE nada nem de mim nem de você, Ele apenas NOS AMA. Ele sempre está aqui e aí, porque ELE É. Ele NUNCA PASSA.

Encerrei 2022 muito grata, com muitas conquistas e desafios superados. Foi um ano de entregas, um ano que Deus me ensinou uma grande lição: que Ele está comigo o tempo todo e que eu só preciso aceitar a ajuda Dele e seguir em frente. Acreditar e seguir em frente, porque sim, tudo passa!

Desejo, de coração, que essa leitura tenha inspirado você positivamente. Volto em breve! Até mais!

“Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão” – Bíblia, Evangelho de Mateus 24:35

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