Ansiedade: força ou fraqueza?

Olá diário!

Não me lembrava com exatidão, mas recorri às minhas anotações e encontrei a data: 22 de dezembro de 2010.

No início da noite, lá estava eu, em minha casa, preparando a janta e esperando meu marido chegar do trabalho. Eu estava casada há apenas 3 meses, morando em um apartamento, numa cidade e estado diferentes, um pouco distante da família e amigos. Sem emprego, por opção, pois me planejei para casar, sair do trabalho e ficar pelo menos 1 ano curtindo e me adaptando à nova fase que se iniciava.

Há alguns dias estava doente, com dores no ouvido, e com o sistema imunológico um pouco debilitado, mas no geral tudo estava bem, eu me sentia feliz e tranquila, quando de repente, do nada, tive uma sensação muito ruim, uma fraqueza percorria meu corpo e um grande desespero tomava conta de mim. Algo de errado estava acontecendo. Naquele mesmo instante meu marido chegou, contei a ele que não estava me sentindo bem, e fomos para o hospital.

No caminho pensei que fosse morrer: muita franqueza nos braços, o corpo trêmulo, peito apertado e coração disparado… O médico disse que os sintomas poderiam ser reação de um antialérgico que eu havia tomado durante o dia. Já o enfermeiro, com sua experiência, olhou para mim e disse: você está tendo uma crise de pânico. Eu tomei um calmante, fiquei em observação por algum tempo e fui para casa mais tranquila.

Os dias se passaram e as crises começaram a se repetir. E, a cada vez que se repetia, no dia seguinte à crise, eu ficava muito mal, com muita fraqueza, tanto física quanto psicológica.

Fui em vários médicos, fiz diversos exames e chegamos à conclusão que realmente era um problema de ordem psicológica. Eu pensava: o que está acontecendo comigo? Logo eu que sempre fui tão controladora, naquele momento me encontrava totalmente descontrolada, é como se uma outra pessoa estivesse me dominando e eu nada podia prever, nada conseguia fazer. Eu precisava de ajuda.

Quando conto essa estória, gosto de enfatizar algumas coisas. Primeiro: busque por ajuda profissional, entretanto, se você sair do consultório pior do que entrou, procure por outro atendimento. Eu fui a um neurologista que disse: você está com síndrome de pânico, esse é um problema que não tem cura e só vai piorar. Quando ouvi isso, a minha essência logo gritou nos meus ouvidos: vamos ver, então, se eu vou sarar ou não!

Encarei como um desafio, sério… Poxa vida, como um médico pode falar dessa maneira com seu paciente? Além disso, eu, que sempre acreditei em Deus, tinha e tenho a certeza que para Ele tudo é possível. Sim, haveria um caminho para sair dessa! Esse é um segundo ponto importante: tenha fé! Acredite, busque por soluções, lute pela sua saúde, pela sua alegria, não desista nunca!

Enquanto tudo isso acontecia, eu e meu marido fazíamos um estudo bíblico sobre as emoções humanas. Esse estudo chegou no momento certo, acalmou meu espírito e me encheu de esperança. Sim, havia uma solução, eu só precisava me entregar e acreditar.

Eu nunca imaginei que esse episódio da minha vida renderia tantas lutas, tantas conquistas e aprendizados. Naqueles dias eu entendi profundamente o valor da vida, o valor da felicidade… Eu era alguém muito feliz, e nunca havia me dado conta disso. Em meio a toda aquela desordem, tudo o que eu mais queria era ficar curada das crises e sentir novamente aquela felicidade…

Ali iniciou uma caminhada em direção ao autoconhecimento. Uma caminhada em direção a uma vida mais espiritual, focada em minha missão, com o propósito de viver intensamente a minha essência.

A quem diga que problemas emocionais ocorrem com pessoas psicologicamente fracas. Eu discordo. Olhando para o passado percebo que sempre fui forte demais, sempre lutei pela felicidade, pelas pessoas que amo, lutei contra os meus medos…

Na verdade, hoje, pouco me importa saber se sou fraca ou forte. Sei apenas que “tudo posso Naquele que me fortalece”. Entendo que cada pessoa tem seus problemas e que a “casquinha” que enxergamos de cada um é muito pouco, para nos sentirmos no direito de julgar.

O terceiro e último ponto a ser destacado na reflexão de hoje é: respeite. Respeite quem você é, respeite o que você está sentindo, o que você está passando. Respeite o outro, respeite a dor do outro. Essa atitude é muito importante para lidar com a ansiedade e superar as crises. Permita-se reaprender, recriar, crescer e amadurecer…

Na próxima semana continuarei esse assunto, contando um pouco mais sobre os sintomas e as coisas que fiz e faço para ficar bem, para canalizar essa energia e transformá-la em uma poderosa força, que move meus sonhos e enche o meu coração de fe-li-ci-da-de!

Gratidão pela reflexão de hoje!

 

“E eis que, no mar, se levantou uma tempestade tão grande, que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos. E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.” – Bíblia, Evangelho de Mateus, capítulo 8, versos 24 ao 26.

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