Brincando de casinha

“Sentado na calçada,
De canudo e canequinha,
Dublec dublim,
Eu vi um garotinho,
Dublec dublim,
Fazendo uma bolinha,
Dublec duplim,
Bolinha de sabão”

Você já brincou de casinha? Afinal…como é brincar de casinha?

Brincar é algo muito sério e importante! Através das brincadeiras, as crianças sonham, criam, aprendem, crescem e se preparam para a rotina da vida adulta. 

Enquanto a Bruna brincava de casinha, ela aprendia valores como: organização, cuidado, limpeza, saúde, segurança, amor, dentre tantos outros.

A menina tinha diversas casas espalhadas pelo sítio. Nas suas brincadeiras, ela sempre estava viajando, visitando uma casa ou outra. Uma casinha geralmente era identificada pela presença de uma árvore, um espaço aconchegante, degraus e caminhos que representavam corredores. A imaginação rolava solta!

Uma de suas primeiras casinhas, talvez a primeira, foi debaixo da quaresmeira, que ficava ao lado da casa onde a menina morava (de verdade rsrs). A mesma quaresmeira que tinha um balanço, de onde a menina certa vez caiu. Na cabeça da Bruna, essa casinha era perfeita!

Na porta de entrada, alguns degraus. Um corredor estreito dava acesso à sala, onde haviam sofás confortáveis e um telefone (um pedaço de pau com arame que ficava amarrado no tronco da árvore). Um segundo corredor levava para a cozinha e mais à frente ficavam os quartos, na parte mais alta da casa.

A cama, bem, a cama eram os galhos da quaresmeira! Com facilidade a menina subia na árvore, deitava-se sobre ela e ali se sentia no paraíso, no seu castelo, na sua mansão.

Na cozinha, algumas suculentas grandes com espinhos eram usadas como apoio, representando a pia e a mesa. Outras suculentas menores, como a rabo-de-burro, eram usadas como alho, na preparação das refeições na casa da menina.

Que delícia era ficar ali: limpando, organizando, preparando a comida, recebendo visitas, cuidando do marido e dos filhos…

Uma segunda importante casinha, ficava próxima ao galinheiro, debaixo da parreira de chuchu. Lá, já um pouco maior, a menina passava horas, preparando bolos e outras guloseimas. Para isso, pegava uma pitadinha de farinha de trigo e fermento em pó (e mais uma coisa ou outra, que de vez em quando sobrava das receitas da mãe), misturava tudo com terra e água, colocava em forminhas (potes de manteiga, por exemplo), deixava secar no sol e depois desenformava. Ficava lindo, cheiroso e saboroso…o chá da tarde era um momento muito prazeroso! É claro que a menina não comia…ela sabia que era tudo de mentirinha, mas na sua cabeça as coisas funcionavam como se fossem de verdade.

Com o tempo o pé de chuchu morreu e a menina foi para a sua terceira e talvez última importante casinha: a que ficava debaixo do abacateiro. Que sombra deliciosa, que cheiro de mato, que paz! Ali, além de cuidar da casa, da alimentação e da família, ela também trabalhava. Nos fundos da casa ela tinha um escritório. Uma mesa com computador, onde ficava digitando, trabalhando… Nas horas vagas ela bordava, e a todo momento apreciava tudo o que tinha e quem ela era.

Deliciosas recordações! Impossível conter minhas lágrimas nesse momento…

Quando chovia forte e menina ficava pensando na sua casinha. Como estariam os seus móveis e utensílios? Assim que a chuva passava ela ia até o local e com carinho limpava e organizava tudo.

Do que você costumava brincar quando você era criança? Será que, o que você faz hoje, as suas atividades atuais, tem alguma relação com as suas brincadeiras da infância?

A menina brincou e brincou…e ela deseja, sim, continuar brincando!

Minha casinha, meu espaço,

Meu cantinho, meu conforto,

Meu sonho, meu desejo,

O meu jeito, o meu gosto.

Aqui é tão bom estar,

Aqui eu amo e vivo,

Aqui eu danço e brinco,

Aqui a brincadeira tem sentido.

Quem entra é muito bem-vindo,

Quem vai, fica na lembrança,

Na lembrança…

Da doce e perfeita infância.

 

“E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas” – Bíblia, Evangelho de Lucas, capítulo 2, versos 46 e 47.

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