Máscaras institucionais

Olá diário! Como vai?

Hoje, nesta segunda reflexão sobre “máscaras”, tratarei de exemplos de máscaras institucionais. Escolhi esse nome para me referir às máscaras utilizadas por empresas e instituições, como escolas, governo e igrejas.

Um olhar crítico? Sim, é o meu ponto de vista e acredito que o de muitos brasileiros também. Estou cansada de tantas máscaras, de tanta mentira, de tanta injustiça e corrupção.

Vamos iniciar pelas escolas. Como anda o nível de aprendizagem em nossas escolas brasileiras? Será que os números e estatísticas têm nos mostrado de fato a realidade? Acredito que não. A educação tem usado máscaras. De longe, enxergamos professores ensinando e alunos aprendendo… Não há alunos com dificuldades de aprendizagem, todos “passam de ano”. Mas de perto, professores que ensinam, sim, mas extremamente mal remunerados, cansados da falta de reconhecimento, desejosos de apontar as falhas e corrigir os erros. De perto notamos muitos alunos despreparados, que “passam de ano” sem ter aprendido o essencial daquele período.

Estamos diante de um sistema educacional burocrático, com metas e muita pressão, mas com pouco foco naquilo que realmente importa: o ensino e o aprendizado.

Como os professores, os pais e alunos têm se comportado frente a esse sistema de ensino? Será que nós brasileiros estamos satisfeitos? A preocupação tem sido com a educação real ou apenas com as notas e “passar de ano” a qualquer custo? 

Outro dia alguém comentou sobre a mãe de um aluno. Ela foi discutir com o professor sobre as notas baixas do filho. O professor mostrou as avaliações e atividades realizadas na disciplina, apontando o baixo desempenho do aluno. A mãe revoltada exigiu que o professor desse uma nota alta para seu filho, a fim de não ser reprovado… É bem provável que você conheça histórias semelhantes… São máscaras em forma de números, escondendo falhas no sistema educacional. E como fica o futuro da nossa nação? Quem ou o que poderá sustentar essa enorme máscara que está sendo construída? Quem vai pagar o preço?

Agora vamos refletir sobre o sistema político brasileiro. Sinceramente, eu acredito no ser humano. Acredito que no meio de todo esse caos político existam pessoas desejosas de mudança, desejosas de fazer o bem. Mas, infelizmente, enxergo uma grande máscara que os sufoca. Gritos são abafados, e a voz doce e macia de corruptos e oportunistas se sobressai, cativando e enganando a muitos. Triste realidade! Estamos no ano das eleições, e, quem serão os eleitos? Que características, que valores buscamos em um líder? Você e eu contrataríamos um funcionário que rouba, que mente, que é mal educado? 

Penso que todas as pessoas devem ter a oportunidade de se redimirem, de recomeçarem, de serem pessoas melhores. Mas sejamos bem realistas, no âmbito político atual alguém tirou a máscara, assumiu o erro e pediu desculpas? Não? Então porque vamos contratá-los ou até mesmo recontratá-los para administrar o nosso país? Isso é sério, é muito sério…

Eu poderia falar de muitas máscaras neste texto, mas para não me estender demais, finalizo refletindo sobre as igrejas. Igrejas usam máscaras? Sim, algumas são reconhecidas apenas pelos números que apresentam: metas de batismos, de abertura de novas igrejas, valor de dízimos… Qual a real intenção por detrás de todas essas ações? Pregar o evangelho? Penso que grande parte das igrejas atuam de maneira íntegra. Mas infelizmente algumas usam de ações piedosas para enganar. Utilizam da palavra de Deus para sustentar seu egoísmo…

E assim, como já comentado na reflexão anterior (Máscaras da Alma), as máscaras vão escondendo a essência das coisas e das pessoas. As escolas perdem seu caráter educacional, o sistema político perde seu caráter administrativo e as igrejas perdem seu caráter religioso e espiritual. E tudo isso por quê? Por qual motivo estamos tão distantes de nós mesmos? Estamos enganando a quem? O que esperamos colher dessas falsas sementes que estão sendo plantadas?

Antes de finalizar, quero pedir desculpas se minhas palavras foram desrespeitosas, se expressei-me mal em algum ponto… É um assunto complexo e difícil de ser exposto, mas ainda assim desejei compartilhar com vocês. Acredito que em todas as instituições existem pessoas sérias, que lutam e dão o seu melhor todos os dias. E é para vocês, em especial, que escrevo…pois está simplesmente insuportável conviver com tanta falsidade e injustiça! Precisamos agir e fazer a nossa parte.

Gosto de uma música do grupo Vocal Livre, que se chama “A começar em mim”. Ela diz: “Haja mais amor, a começar em mim”. Isso é o que desejo, que haja mais amor em cada pessoa, em cada lugar, em cada negociação, em cada instituição…a começar em mim! Um amor verdadeiro, com erros e acertos, com lágrimas e sorrisos, com arrependimento e perdão. Um amor sem máscaras, onde eu aceito quem eu sou e respeito quem você é. Sem pressa “para passar de ano”, sem arrogância na liderança, sem falsidade na conversão.

Na próxima semana continuaremos a reflexão sobre máscaras. Até lá!

 

“O amor não seja fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem” – Bíblia, Carta aos Romanos, capítulo 12, verso 9.

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