Ansiedade: excesso de futuro?

Olá diário!

Muito bom estar aqui novamente para refletir e compartilhar com você minhas experiências com a Ansiedade.

Quero iniciar explicando o título de hoje “Ansiedade: excesso de futuro?”. Escolhi esse título porque minutos antes de escrever esse texto eu estava lendo um livro, O Poder da Esperança – segredos do bem-estar emocional, e o capítulo 2 tinha exatamente esse título (em forma de afirmação e não de pergunta), abordando os tipos de ansiedade, as possíveis causas, como prevenir e superar esses transtornos. Então achei interessante aproveitar a ideia e traze-la para o meu Diário.

Saiba mais acessando o link: http://livro.esperanca.com.br/o-poder-da-esperanca/

Hoje contarei os principais sintomas que eu tive durante as crises de pânico e outros que, vez ou outra aparecem, sinalizando que estou precisando de uma “atenção especial”. As dicas sobre como lidar e liderar essa emoção serão o foco da próxima reflexão.

Lembro-me com certa clareza das crises, e ainda que não me lembrasse, na época eu escrevi o que eu estava sentindo e salvei no meu notebook. Foi uma maneira que encontrei de colocar para fora a minha dor e de, ao longo dos anos, compartilhar essa experiência com outras pessoas, fazendo elas saberem o que eu tinha passado e superado, e que elas poderiam superar também!

Enquanto escrevo esse Diário, penso nas pessoas que se identificam com minhas palavras… Penso no desejo profundo que sentem de encontrar alívio, conforto, respostas… Quero que você, especialmente você, saiba que é muito amado (a). É para você que eu estou escrevendo tudo isso. Sinta esse carinho…

Respire fundo e vamos lá!

Bem, quando eu vivi os distúrbios, nos anos de 2010 a 2013, eu fiquei muito mal… Sentia enjoo, dor no estômago, dor de barriga, fraqueza, muita angustia e vontade de chorar. Sentia-me nervosa, ansiosa e tinha muita dificuldade para me concentrar em algo, minha cabeça ficava perturbada, sentia uma pressão forte dentro dela, parecia que ia explodir. Lembro-me que não conseguia assistir televisão, ouvir notícias ruins, qualquer assunto indesejado me deixava descontrolada. Sentia medo: medo de ficar sozinha, de dormir no escuro, de ir ao banheiro e trancar a porta.

No auge da crise o coração disparava, o corpo ficava trêmulo, minha boca travava, eu sentia muito frio e uma forte sensação que eu iria morrer. Diariamente, uma irritação absurda! Não suportava barulho, som alto, e pessoas me tocando. Buscava ficar na minha, bem quieta, tentando acalmar meus pensamentos.

Como já exposto no texto anterior (Ansiedade: força ou fraqueza?), quando tive a primeira crise de pânico, eu estava vivendo um novo ciclo, e penso que, anos antes eu estava envolvida demais com o futuro: com o casamento que aconteceria, com a nova cidade, com a nova casa, com o novo emprego, com a nova vida… Preocupada em deixar meus pais, minha família, meus amigos… Meu Deus, como tudo seria? Sairia tudo como eu havia planejado?

Preocupações excessivas com o futuro. Penso que foram a principal causa desse transtorno.

Mas, como já comentado no primeiro texto (Ansiedade: quando tudo começou?), na infância eu já era bastante ansiosa, preocupada com o futuro, gostava de planejar e de controlar…e tudo isso devido a insegurança, ao medo, despertados em algum momento da minha vida, gerados a partir do ambiente, das pessoas à minha volta, e da maneira como eu interpretava as situações. Quando algo importante ia acontecer, na noite anterior eu não dormia, e horas antes eu apresentava os sintomas, aqueles mesmos sintomas da crise futura: nervoso, dor de barriga, corpo trêmulo, boca seca…só que numa intensidade menor.

Hoje tenho um entendimento muito mais amplo sobre o assunto. O processo todo me levou a buscar, a entender, a aprender e desaprender. E eu entendi que, além do olhar excessivo para o futuro, havia também pendências no passado, pessoas que precisavam de perdão, a começar por mim, e acontecimentos que precisavam de um novo significado.

Em 2013 eu fiz um curso que se chama Desenvolvimento e Liderança, do INEXH. Sei que estou fazendo uma super propaganda, e fico feliz pela oportunidade de faze-la, rsrs! Nesse curso eu aprendi um pouco mais sobre as emoções: alegria, tristeza, medo e raiva.

Especificamente em relação ao medo, aprendi que é uma emoção muito importante, com a função de proteger. Imagine só se não tivéssemos medo de nada? Com certeza estaríamos expostos a situações perigosas e não teríamos esse importante mecanismo de proteção. Mas ele também pode, em algumas situações, bloquear e impedir que uma pessoa faça algo que tanto deseja, ainda que a tarefa não apresente riscos notórios.

Sabe o que eu fiz com os meus medos? Encarei eles.

Cheguei a conclusão que a maioria dos meus medos estavam relacionados a coisas que eu desconhecia. Quando decidi enfrentá-los, encontrei respostas e o medo se foi… Por exemplo: medo da morte. Resolvi esse medo falando e estudando mais sobre a morte. O que é a morte, o que acontece depois da morte? Busquei respostas em Deus, e encontrei na Bíblia, de maneira clara, explicações que fizeram muito sentido para mim, acalmando a minha mente e o meu coração. Hoje penso e falo sobre o assunto com muito mais tranquilidade, convicção e esperança.

Há mais de 5 anos não tenho crises de pânico. Sei que a qualquer momento elas podem voltar. Continuo lidando com a ansiedade excessiva, mas com uma diferença: hoje tenho mais consciência do funcionamento do meu corpo e da minha mente. E essa consciência veio, sobretudo, através de um relacionamento mais intenso com Deus.

A irritação, os pensamentos insistentes em relação a coisas do passado ou futuro, os problemas com gastrite são alguns dos indicadores, para mim, de que algo não está bem. Quando percebo esse quadro, reflito sobre os últimos acontecimentos, identifico possíveis causas, converso com amigos, converso comigo mesma, converso com Deus…e nessa conversa eu restabeleço a fé e a segurança que tanto preciso, e sinto outra vez que “tudo posso Naquele que me fortalece”.

Além de enfrentar o medo, buscar respostas, ressignificar, perdoar, refletir, conversar, orar, ler livros e participar de cursos, tenho outras dicas para compartilhar com você. Na próxima semana contarei todas elas, ou pelo menos o máximo que me vier a mente. Será um enorme prazer!

Muita gratidão! Obrigada Pai.

 

“O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; Ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!” – Bíblia, Deuteronômio, capítulo 31, verso 8.

“Não fui Eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.” – Bíblia, Josué, capítulo 1, verso 9.

“Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o Teu consolo trouxe alívio à minha alma.” – Bíblia, Salmo 94, verso 19.

 

 

 

 

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