Quem são as suas referências financeiras?

Olá caro leitor! Tudo bem com você?

Concentre-se por um instante e anote o nome de 4 pessoas que influenciaram ou influenciam no seu comportamento financeiro. Escolha duas pessoas do sexo masculino e duas do sexo feminino. Em seguida, descreva aspectos positivos dessas pessoas e aspectos que podem ser melhorados em suas finanças (do seu ponto de vista, é claro).

Bom, após ter feito esse exercício, continue lendo e aprendendo…vou te contar um pouco sobre a minha história e as minhas referências financeiras.

Gosto de dizer que meus pais foram e são os meus primeiros e maiores professores de educação financeira. Desde a infância, desde a barriga da mãe, percebemos sensações, recebemos influências, nossa mente capta informações e dá significado aos eventos.

Cresci em uma família humilde, mas extremamente rica em matéria de valores humanos, e isso fez toda a diferença na minha vida. Meus pais sempre trabalharam muito, criaram e educaram 4 filhos, não me lembro de faltar algo essencial, sempre tive o que comer, beber e vestir. Tive um bom teto, e mais do que isso, tive um lar, carinho e proteção.

Até os meus 22 anos morei em um sítio, e lá, embora a propriedade não fosse nossa, desfrutei de uma riqueza incalculável: respirar ar puro, brincar nas árvores, correr descalça nas pedras, comer frutas ao pé, colher verduras fresquinhas para as refeições, sentar-se na beira do lago ao final do dia, ver o sol nascer e morrer, cuidar dos animais, enfim. Nesse sítio aprendi grandes valores como: o respeito pela natureza, a compreensão que eu sou parte dela e ela é essencial para a minha vida, o entendimento de que precisamos cuidar um do outro para viver em harmonia.

Em relação às finanças e de modo geral, me percebo uma pessoa sonhadora, planejadora e realizadora. Percebo claramente essas características no meu pai: ele sempre tratou de assuntos financeiros com seriedade, responsabilidade e muita honestidade. Meu pai era muito controlado, planejado, poupador (apesar das condições econômicas, meu pai sempre teve o hábito de guardar algum valor mensalmente), organizado, praticava um consumo consciente, tinha disciplina e visão de longo prazo. Ah, esqueci de falar, meu pai estudou até o 2º ano do primário, a escola era muito longe, e ele, sendo o filho mais velho precisava trabalhar para ajudar no sustento da família. Nem preciso comentar que tenho muito orgulho do meu pai! Quando penso nas coisas que conversávamos, acredito que os maiores sonhos dele era ter uma casa e ver os filhos “bem”: criados, casados, prósperos. E ele conseguiu, inclusive falava sobre isso com orgulho.

Um ponto de melhoria, na minha opinião, seria em relação aos investimentos. Penso que se meu pai tivesse mais informações ele poderia ter investido melhor, fazendo com que o dinheiro trabalhasse para ele. Outro ponto estaria relacionado ao controle e domínio do meu pai sobre as finanças de toda a família. É importante educar financeiramente os filhos, mas temos que considerar que as pessoas são diferentes e encontrarão, ao longo do tempo, uma forma pessoal de administrar seus recursos, que esteja mais alinhada com seus valores e objetivos.

Enfim, concluo que o mais importante foi feito: meu pai teve a atitude de poupar, de manter o equilíbrio das finanças e de se planejar, assim ele fez muito bem a parte dele, contribuindo no bem-estar de seus próximos.

Minha mãe também influenciou e influencia muito no meu comportamento econômico e financeiro. Ah, minha mãe! Sempre com a lista na mão para fazer as compras, gosta de pesquisar preços e otimizar o consumo (comprando o necessário, com qualidade e preço justo). E tem um tempero todo especial nessa receita financeira: amor. Minha mãe olha o dinheiro e enxerga nele a oportunidade de realizar sonhos e desejos, de ajudar pessoas, de repartir o pão de cada dia. Essas características da minha mãe geram muita gratidão em mim!

Além dos meus pais, outras pessoas foram e são referências financeiras na minha vida, como meus tios, pessoas também muito planejadas, que utilizam do dinheiro com responsabilidade, como um meio para promover bem-estar e ter mais qualidade de vida.

Enfim, essa é um pouco da minha história e das minhas referências financeiras. Atualmente, acompanho alguns profissionais, sobretudo educadores financeiros. Os assuntos com o quais mais me identifico estão relacionados ao planejamento e comportamento das pessoas frente às finanças. Gosto muito de estudar sobre psicologia econômica e entender os aspectos que influenciam nas nossas decisões. Sei que o meu posicionamento, a forma como entendo e lido com minhas finanças está influenciando pessoas a minha volta. Talvez eu seja ou venha a ser uma referência financeira para alguém, não é mesmo?

Agora me conta sobre você.

  • Qual é a sua história?
  • Quem são as pessoas que você colocou na sua lista?
  • Como você observa o comportamento delas em relação ao dinheiro?
  • Como cada um desses comportamentos te influenciou?
  • O que você pode aprender com essas referências financeiras?
  • Quais hábitos financeiros que você possui hoje valem a pena ser cultivados?
  • Quais hábitos financeiros que você possui hoje precisam ser abandonados?

A história sobre as minhas referências financeiras têm muito valor para mim. Espero que ela contribua na sua reflexão e autoconhecimento e, sobretudo, que ela e ajude a sonhar e a realizar!

Até a próxima!

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