O Amor

“Nunca se esqueça, nem um segundo,
Que eu tenho o amor maior do mundo,
Como é grande o meu amor por você”

Alguns dizem que amar é sofrer.

O amor é algo muito poderoso…quando a gente ama a gente se doa, a gente faz o nosso melhor, a gente potencializa o nosso foco e a nossa energia, a gente faz acontecer o possível e o impossível. A Bruna, quando criança, aprendeu que Deus é amor. A Bíblia ensina sobre isso, na Primeira Carta de São João, capítulos 4 e 5.

Se acreditamos que Deus é amor e que o amor liberta, por que sofremos quando amamos? Será que o sofrimento vem do amor? Não, o sofrimento não vem do amor, mas da falta dele. 

A  menina gostava de refletir sobre a vida, sobre o mundo, sobre o amor. Ela, assim como todas as pessoas, viveu momentos de dor e de sofrimento. Quando isso acontecia, ela questionava: por quê? Por qual motivo temos que sofrer tanto?

Ela sofria muito quando a mãe ficava doente. Certa vez, a mãe fez uma cirurgia e a Bruna foi visitá-la no hospital, mas não a deixaram entrar no quarto. A enfermeira ficou com dó, e levou a menina para ver a sua mãe, pelo lado de fora, através da janela.

Naquele olhar existia muito amor. Um amor que se misturava com compaixão, com sofrimento, com saudade. O amor da menina pela sua mãe a fazia sofrer? De modo algum. O que a fazia sofrer era a doença, a separação, o medo da perda.

Na rotina diária, a Bruna não queria desgrudar da mãe. Ela literalmente ficava segurando na barra da saia e, na hora do banho, ficava chorando do lado de fora do banheiro, esperando a mãe sair.

Naquele choro existia muito amor. Um amor que se misturava com tristeza e sofrimento. O amor da menina pela sua mãe a fazia sofrer? De modo algum. O que a fazia sofrer era o medo da separação, o medo de ficar sozinha, o medo da perda.

Algumas vezes a irmã disse que ia embora de casa. A Bruna ouvia aquilo e sofria. Como poderia viver longe da irmã? No fundo da bolsa, a menina colocou a sua foto. Não, ela não poderia se esquecer da sua família.

Naquela escuta existia muito amor. Um amor que se misturava com tristeza e sofrimento. O amor da menina pela sua irmã a fazia sofrer? De modo algum. O que a fazia sofrer era o medo do abandono, o medo do esquecimento, o medo da perda.

O pai tinha um carro, uma brasília amarela. Certo dia, os pais foram na feira e a Bruna ficou em casa com os seus irmãos. De repente os pais ligam contando que o carro tinha sido roubado. Todos ficaram muito preocupados! A menina sofria vendo os pais desesperados, lutando para encontrar aquele veículo, que representava anos de trabalho, economias, lutas, conquistas… A menina ficava pensando: sem o carro, como vamos fazer a compra do mês?

Naquela preocupação existia muito amor. O amor da menina pelos pais a fazia sofrer? De modo algum. O que a fazia sofrer era o medo do desconhecido, o medo das possíveis dificuldades que enfrentaria, o medo da perda.

A vida é feita de escolhas. E toda escolha envolve ganhos e perdas. Temos dificuldade de lidar com as perdas e por isso sofremos tanto. Não é agradável perder tempo, perder dinheiro, perder saúde, perder as pessoas e saber que, a qualquer momento, perderemos a nossa própria vida. Se a perda é inevitável, como podemos amenizar esse sofrimento?

Nós podemos crer no poder do amor.

O amor é a nossa essência. Na falta dele, nos sentimos perdidos e sofremos. Por vezes nos agarramos em coisas e pessoas, tentando suprir essa falta, mas é em vão. A fonte do amor é Deus. Nele encontramos alegria após o choro, paz após o desespero, esperança após o medo, vida depois da morte. Enfim, encontramos amor, quando nos falta o amor.

Ninguém sofre porque ama. O sofrimento está na falta do amor. O amor cura, o amor liberta, o amor suporta e supera tudo. 

Em todas as situações difíceis que a menina viveu, o amor venceu, e ele sempre vencerá.

Em cada pensamento, nos sentimentos, nas ações, nos relacionamentos…que haja sempre muito amor!

Eu sofri quando você sofreu,

Eu chorei quando você caiu,

Eu fiquei com medo.

Eu fiquei preocupada com o amanhã,

Sem norte, sem direção.

Então, olhei no fundo dos teus olhos,

E enxerguei luz na escuridão.

Tive esperança, fiquei calma,

Libertou-se a minha alma,

Alegrou-se o meu coração.

Tão bom receber esse amor,

Tão bom voar na imensidão,

Crer no impossível, enxergar o invisível.

Grata estou, grata sou,

Pois o Teu amor me libertou.

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isso?” – Bíblia, Evangelho de João, capítulo 11, versos 25 e 26.

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