Deixa a luz do céu entrar

“Tu anseias hoje mesmo a salvação
Tens desejos de banir a escuridão
Abre então de par em par teu coração
Deixe a luz do céu entrar”

A Bruna nasceu em uma família cristã. Que grande benção! Desde pequena aprendeu com os pais e irmãos a orar e a confiar em Deus.

A família tinha o hábito de ir à missa nos finais de semana e de participar das novenas e rezas na comunidade. Os vizinhos sempre se reuniam para rezar: juntos pediam por saúde, por paz, por chuva…e agradeciam também. Os encontros eram feitos nas casas: cada vez se reuniam na casa de alguém. Depois das orações, as crianças brincavam, os adultos conversavam e o anfitrião servia algo para comer ou beber.

Quando a casa era mais longe, a Bruna ia de carro ou de carona. Quando era mais perto, ia a pé com outros vizinhos. Ao longo das estradas, muitas conversas e aventuras… A menina se lembra de uma vez em que um carro parou o grupo no meio do caminho, eles ficaram com medo, pensando que fossem ladrões (aconteciam muitos assaltos na área rural), e a menina saiu correndo pelo pomar. No final das contas, era só alguém pedindo por informações.

Mas aventura mesmo, era ir às rezas de trator. A molecada subia na carreta e se divertia!

Os cachorros da família também eram muito religiosos…eles iam aos encontros e, por vezes, deitavam-se em frente ao altar e ali ficavam até a hora de ir embora.

A época que a menina mais gostava, era o final do ano, quando aconteciam as novenas de Natal. Lindas mensagens, lindos cânticos…uma alegria divina! As crianças ensaiavam para apresentar o teatro que contaria a história do nascimento do Salvador. A Bruna se lembra de ter representado um “anjo” e “Ana”, avó de Jesus. Ao final, todos cantavam juntos: “Noite feliz, Noite feliz…”.

São muitas histórias…

A casa da Bruna era um centro de catequese e a menina teve o privilégio de ser catequizada pelas irmãs e pela amiga e vizinha Edinéia, junto com outros amigos. Ao final do terceiro ano do catecismo, as crianças faziam a “primeira comunhão” e um ano depois, recebiam o “diploma”. As missas aconteciam ali, na área da sua casa. A Bruna adorava ajudar a mãe a organizar as cadeiras, colher as flores para o altar…colocar a toalha branca com a imagem do cálice e da hóstia, uma linda pintura feita pela “Cida”, mãe da Edinéia.

Você participa de alguma comunidade religiosa? O quanto isso é importante para você?

Em casa, a mãe sempre reunia a família para rezar o terço. A mãe tinha um livrinho que contava a história de vários santos, dentre elas, a história de Santa Catarina de Alexandria (protetora dos estudantes), Santa Luzia (protetora dos olhos) e São Lázaro (protetor dos enfermos, dos desamparados e dos animais doentes). O pai tinha um livro ilustrado com “As belas histórias da Bíblia”. A menina adorava sentar-se no colo do pai, folhear as páginas e apreciar as ilustrações…o jardim do Éden parecia ser um lugar magnífico!

Lá no quarto, a menina passava horas conversando com Deus. Ela tinha muita curiosidade sobre as histórias da Bíblia. O que haveria ali?

Você já leu a Bíblia? Ou, melhor, você já estudou a Bíblia?

Já um pouco maior, quando já sabia ler e escrever, a menina leu a Bíblia toda. Quantas histórias interessantes! Mas somente anos depois ela foi compreender grande parte dessas mensagens, como Lucas 15.

Através da religião católica a Bruna conheceu a Deus e, por meio dessa fé, ela e sua família venceram muitas batalhas, viveram milagres e receberam muitas bençãos. Dessa fé, brota o maior de seus sonhos: viver eternamente com sua família, em um belo jardim, em um mundo de paz, cheio de amor e alegrias, onde possa voar por entre as nuvens!

Mãos unidas, na “Ave Maria”,

Mãos dadas, no “Pai Nosso”,

Corações unidos, no amor de Deus.

Uma palavra, um gesto,

Uma força, uma esperança,

Motiva um adulto, transforma uma criança.

A Verdade me libertou,

O Amor me salvou,

Eterno serei, pois filho eu sou!

 

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” – Bíblia, Evangelho de Lucas, capítulo 15, verso 7.

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