Comunicando

“Ponho alto o som do rádio, abro a sala,
Aperto todos os botões,
Corro pra varanda e grito em mil direções:
Boa tarde meu amor
Boa tarde meu amor”

Você conhece as suas forças? No que você é bom? Que coisas você faz de forma espontânea?

A menina era muito expressiva. Que coisa maravilhosa e prazerosa é a comunicação! Falar sobre a vida, conversar sobre os sonhos, escrever sobre os amores, contar as conquistas, ensinar, aconselhar, orar…cantar e dançar a alegria de viver!

A comunicação estava presente no seu dia a dia: quando brincava de escolinha, no “Disque Música” com a irmã, quando brincava de cantora, dançarina, apresentadora de programas de televisão… A Bruna sempre encontrava um pedaço de galho de árvore para representar o seu microfone!

Ela ficava atenta à conversa da família, dos amigos, dos adultos e, sempre que tinha a oportunidade, dava a sua opinião.

Na escola, a professora chamava a sua atenção, pois a Bruna não parava de falar um minuto. Certa vez, na reunião, a professora disse à mãe da menina: sua filha é uma ótima aluna, muito inteligente, mas conversa demais! Aquilo marcou bastante, talvez tenha sido o primeiro momento que, de fato, a menina se percebeu como alguém muito falante.

Nas rezas, a Bruna adorava ler trechos bíblicos e compartilhar o seu entendimento. Entretanto, ao mesmo tempo que ela gostava de se expressar, ela ficava ansiosa, trêmula, sua visão escurecia e então tinha que se sentar, até recuperar as energias. Quando isso acontecia, ela se sentia muito envergonhada, triste e frustrada. A causa disso provavelmente era o medo, que mais tarde foi compreendido e trabalhado.

Naquela época, os pais costumavam ser mais autoritários, até mesmo por conta da maneira como foram criados. As crianças não tinham “voz” nem “vez”. Os adultos decidiam algo e agiam, sem se preocuparem tanto com a opinião dos pequenos. A Bruna se incomodava com isso, ela queria um pouco mais de atenção, queria que suas palavras fosses valorizadas.

Você considera importante ouvir as crianças?

Ouvir uma criança é fundamental, bem como orientá-la na tomada de decisão. Ela até pode saber o que quer, mas não possui noção das consequências. Especialistas afirmam que os primeiros sete anos de vida podem determinar uma vida toda. Uma comunicação mais assertiva pode gerar excelentes frutos, sobretudo através da atitude e exemplo, que é a única maneira que de verdade influencia na formação de um ser humano.

A menina muito aprendeu com as decisões e exemplos dos pais. Até mesmos quando a decisão era contrária à sua vontade. Ouvir um “não” pode ser muito motivador e desafiador, você já parou para pensar sobre isso?

A Bruna não aceitava os “nãos” da mãe e isso fazia com que ela buscasse outros caminhos, outras formas de se comunicar, até conseguir o que queria. Dessa forma a comunicação se fortalecia, e outras atitudes eram desenvolvidas como a criatividade, a negociação e o planejamento.

Enquanto crescia, a menina usava da sua expressividade para fazer amigos, para compartilhar ideias, para conquistar objetivos, para ser reconhecida.

Como você pode usar as suas forças? 

A menina entende que uma força pode e deve ser usada para servir às pessoas e ao mundo!

Boa tarde, como você está?

Me conta sobre você, 

Quem sabe eu possa te ajudar.

Posso te dar um conselho,

Posso ser o seu amigo,

Posso sorrir, posso chorar.

Quem sabe eu cante uma canção,

Quem sabe eu fique sem expressão.

Quero ouvir, quero falar,

Quero sentir, quero ajudar.

Meu expressar tem sempre uma força,

Que atua com a poderosa intenção,

De fazer feliz o seu coração!

 

“Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque, com tais sacrifícios, Deus se agrada. Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” – Bíblia, Carta aos Hebreus, capítulo 13, versos 15, 16 e 17.

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