Você tem fome de quê?

“Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer.
Comer comer, comer comer,
é o melhor para poder crescer”

Não muito diferente das outras crianças, a Bruna comia pouca quantidade e variedade de alimentos.

Você se lembra das coisas que mais gostava de comer na sua infância?

A menina gostava de arroz com caldinho de feijão, salsicha e batata. Carne moída com batata também descia bem. De vez em quando um bife, bem passado, sem nenhuma gordurinha.

Na casa da Bruna todo dia tinha almoço e janta. Nada de lanche ou alguma porcaria…a mãe preparava comida, inclusive nos finais de semana. Era comum a família se reunir no almoço de domingo: pais, irmãos, tios, primos… A mesa farta sustentava, unia e alegrava!

Que hábitos a sua família tem durante as refeições?

Na casa da Bruna, todos comiam à mesa, juntos, e cada um tinha o seu lugar. Imagine uma mesa com seis cadeiras. O pai sentava-se em frente à mãe. A Bruna sentava-se em frente à irmã mais velha. A outra irmã e o irmão sentavam-se nas pontas. Era um momento delicioso…a menina se recorda com muito carinho.

A Bruna ficava por perto, observando a mãe cozinhar. No sábado à noite a mãe costumava preparar uma maionese e a menina ajudava, amassando as batatas, picando as cenouras e as salsichas. Ela separava os ingredientes que mais gostava e temperava a sua própria maionese, que ficaria em um potinho, escondido na geladeira, para ninguém comer. Na verdade, nem a Bruna comeria! Ela não gostava da maionese pronta, ela gostava mesmo era de estar ali com a mãe, saborear alguns ingredientes, observar, e preparar do seu jeito.

Isso também acontecia quando a mãe fazia pão. Na despensa, havia uma mesa de madeira, grande e robusta. Ali, a mãe amassava o pão. A Bruna separava uma parte da massa e montava o seu próprio pãozinho. Que delícia era comer a massa crua! Mas ela também não comeria o pão pronto… O momento com a mãe era, de fato, o que a alimentava.

Sua mãe também gosta de cozinhar? Que delícias ela faz?

Não é exagero dizer que os dias mais felizes eram quando a mãe ou as irmãs decidiam fazer “beijinho de mulata”, “bolinho pingado” (bolinho de chuva), “perrengue” (bolinho esticado, alguns conhecem por grostoli) ou “bolachinha de nata”. O resultado era: um café da tarde perfeito!

Por comer pouco e também por conta da genética, a Bruna era bem magrinha. Sofria de alergias, estava sempre doente. A mãe incentivava a menina a tomar sucos naturais, comer frutas e legumes. Lá no sítio tinha muita fartura! De todas as frutas, a que a menina mais gostava, era da goiaba vermelha. Já tomou suco de beterraba com limão? Hum…era o preferido da menina.

Um dia a menina ficou doente, com infecção de garganta. A médica receitou um antibiótico. A Bruna devia ter uns 10 anos de idade. Ela se lembra quando a mulher da farmácia disse para ela se alimentar bem, que o remédio era bem forte e ela poderia morrer. Que medo!

Aquelas palavras ficaram ecoando nos ouvidos da pequena, que decidiu que iria comer mais e melhor, e assim aconteceu. De lá pra cá, a menina passou a comer super bem, inclusive o pão e a maionese da mãe, que por sinal são de-li-ci-o-sos!

Quais sentimentos as refeições em família lhe trazem?

Quais aprendizados o preparar do alimentos lhe proporcionou?

Quais lembranças você tem relacionadas à alimentação?

O ser humano não vive só de pão e água. O que de fato nos sustenta, é o amor!

 

De manhã, um leite bem quentinho,

Preparado com carinho, com cheirinho de bom dia.

No almoço, a comida bem fresquinha,

Arroz, feijão e alguma misturinha…

É hora de repor as energias!

A tarde, pão recheado com goiabada,

Bolachinha de nata, beijinho de mulata,

Enrolados com amor, melhor ainda fica o sabor!

A noite, quem sabe uma sopa…

Um restinho do almoço,

Ovos batidos com cebola.

Antes de dormir, um chazinho,

Um abraço, um beijo, um colinho!

Uma benção, antes de cada refeição,

Dá vida ao alimento, fortalece o coração.

Dormindo, vou descansar e crescer,

Sonhando, vou alimentar o meu ser!

 

“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” – Bíblia, Evangelho de São Mateus, capítulo 4, verso 4.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: