Relembrando

“Relembrando os tempos de criança,
Vejo o bairro onde eu me criei,
O ranchinho onde eu fui nascido,
Vejo o rio onde eu me banhei…”

Você conhece a música “Relembrando”? É umas das preferidas do pai da Bruna.

A Bruna sempre foi muito observadora. Ela gostava de observar os pais trabalhando, ficava por perto, olhando e admirando o capricho e a dedicação deles nas atividades diárias. Faziam tudo com amor, faziam sempre da melhor maneira possível. Os pais da menina eram responsáveis, justos e honestos, e a filha se encantava com as nobres atitudes, que faziam deles grandes exemplos, grandes super-heróis!

Na horta, o pai ensinava a menina a plantar alface. Com a terra já preparada, a menina fazia um pequeno buraco, com os dois dedos (indicador e médio), colocava a muda e depois a fixava no solo, apertando a terra com as mãozinhas. O pai cultivava uma grande variedade de verduras e legumes: couve, berinjela, almeirão, cenoura, beterraba, cebolinha, salsinha…além de ervas medicinais, como a hortelã e o boldo.

Você ajudava os seus pais quando era criança? O que você mais gostava de fazer?

A Bruna também ajudava o pai a limpar a piscina e a rastelar o imenso jardim… O sítio onde moravam tinham muitas árvores e, todos os dias pela manhã, o pai e o irmão mais velho rastelavam as folhas que caíam, principalmente as folhas de dois enormes pés de manga.

Sábado era dia de rastelar o sítio todo! Eles gastavam cerca de quatro a cinco horas para deixar tudo limpinho. E a Bruna sempre estava por ali, ajudando na limpeza. Com as mãos ela pegava folha por folha e fazia pequenos montes que depois seriam jogados no pasto. Pasto? Isso, pasto é o terreno onde fica o gado.

Na época da chuva a grama crescia rapidamente. O pai e o irmão trabalhavam duro para manter o jardim bonito e organizado. A Bruna ajudava a rastelar a grama, que dava bastante coceira! Mas era muito gostoso, sim, era muito gostoso sentir o calor do sol, o cheiro do mato e ver a beleza das cores e das formas que só a natureza tem. Que grande privilégio viver ali!

Já na época da seca, a pequena ajudava a aguar as plantas. Por meio de uma bomba, a água do rio chegava até as torneiras espalhadas pelo sítio. Na torneira colocava-se uma grande mangueira e, assim, as plantas eram regadas.

Além de ajudar o pai, a Bruna também observava e ajudava a sua mãe. Ela gostava de arrumar os armários da casa sede, organizar a sala e limpar os vidros. Depois que ela ficou maior, ela ajudava também na faxina. Era bom ajudar a mãe…aquela mulher que não parava um segundo, que era forte e estava sempre disposta a dar o seu melhor. Que orgulho dessa mãe!

Na sua casa, a menina gostava de ver a mãe passando roupa, ela tinha muita habilidade, ficava tudo tão perfeito! A Bruna se lembra de quando enxugava a louça. Na verdade, ela não alcançava a pia, então, enxugava apenas os talheres que ficavam na parte mais baixa do escorredor de louças. Ah, ela também gostava de fazer os queijos com a mãe…

As irmãs costumavam colocar a Bruna sentada em um pano e a puxavam de um lado para o outro, a fim de encerar a casa e dar brilho no piso. Olha isso! Era muito divertido! Nossa, eram muitas atividades, poderíamos escrever dezenas de parágrafos sobre essas recordações!

Ao relembrar tudo isso, a menina entende que a observação gera conhecimento, mas o verdadeiro aprendizado vem com a prática.

“Obrigada pai, obrigada mãe, obrigada irmãos… pela atenção e cuidado que tiveram quando eu estava por perto, observando… pela paciência em me ensinar… por não apenas dedicarem tempo, mas acima de tudo por compartilharem o seu tempo valioso comigo. Obrigada pelos bons exemplos e pelas atitudes nobres, que me deram a oportunidade de ser uma pessoa melhor.”

Eu quero olhar, eu quero ver,

Quero observar, quero aprender.

Você sabe muito e pode me ensinar,

Eu fico aqui quietinha, não vou te atrapalhar!

É tão bom começar, desenvolver, 

Finalizar, agradecer…

Ver tudo bonito, limpo e arrumado,

Tomar um banho e dormir ao seu lado.

E quando o sol raiar, e a lua desaparecer,

Eu quero ali estar, eu quero te acompanhar.

E um dia, quem sabe, quando grande eu for,

Quero fazer como você, quero fazer com amor!

 

“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” – Bíblia, Deuteronômio, capítulo 6, versos de 5 a 7.

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