Diário de um acampamento

Olá diário! Como vai?

Nos últimos dias participei de um “Campori de Desbravadores”, foi uma experiência maravilhosa! Minha função era ajudar na cozinha, preparando a comida para cerca de 50 pessoas do clube de desbravadores “Conexão Japi”, de Jundiaí SP. Além de aprender novas receitas com a cozinheira “chefe”, tive a oportunidade de contribuir na vida de alguns jovens…e isso foi muito gratificante!

Com muito prazer vou relatar um pouco da minha rotina e dos aprendizados ao longo de 4 dias de Campori.

“Tudo escuro, silêncio quase absoluto…o despertador toca!

– São 5 horas, bom dia!

Na noite anterior eu havia tomado banho e colocado a roupa que usaria no dia seguinte. Então eu estava pronta, só faltava colocar a meia e o tênis…muito sujo por sinal! Uma caminhada até o banheiro para higiene básica. Uma segunda caminhada de retorno, agora com uma leve subida. Na cozinha (tenda/barraca com boa estrutura), algumas mesas, banquinhos de plástico, geladeira, forno e fogão com duas bocas, utensílios, comida e muita disposição para preparar o café da manhã.

Todos os dias, eu e mais duas mulheres preparávamos pães com manteiga, com geleia e com doce de leite. Fazíamos suco natural, leite com chocolate, vitaminas, além de frutas e cereais com granola e aveia. Às 7 horas eles chegavam, alguns ainda um pouco sonolentos, fazíamos uma oração e servíamos um a um.

Os jovens e conselheiros ficavam acampados em barracas um pouco distantes da cozinha, e, por estarem em atividades constantes, passavam por ali apenas para comer. Após o café, eles participavam de cultos e louvores e, ao longo do dia, desenvolviam atividades em grupo.

Enquanto a programação acontecia, eu e minhas colegas de cozinha preparávamos o almoço. Não tínhamos água no local, mas haviam torneiras e pias improvisadas, feitas de telhas, a cerca de 500 metros. Era nesse local que lavávamos as louças, frutas e verduras consumidas nas refeições. Durante as idas e vindas, da cozinha para as pias, das pias para a cozinha…muito sol e calor, e muitas, muitas conversas e risadas!

Durante as refeições, era gratificante ver as pessoas “matando a fome”, se deliciando com aquele alimento abençoado e preparado com carinho por nós três e com a ajuda de outros colegas, que vez ou outra transportavam louças e galões de água.

Lembro-me de uma tarde que fizemos pão. Pensei na minha mãe… Minha mãe faz pães deliciosos. Quando criança, adorava ficar olhando ela amassar o pão. Eu tinha (e ainda tenho) o hábito de comer um pedacinho da massa, ainda crua, uma delícia! Ela sempre me dava uma parte da massa para montar o meu próprio pãozinho. A verdade é que eu nem sempre comia o pão depois de assado…eu gostava mesmo era de ajudar na preparação. Minha mãe sempre me ensinou e incentivou nas atividades de casa: a limpar, lavar, passar, cozinhar…sou extremamente grata por esses ensinamentos tão valiosos e essenciais! Comida é vida! Como é bom preparar o alimento para alguém!

Em outra tarde fizemos pão salgado, recheado com queijo, tomate, azeitona e orégano, o famoso: Jundiaí. Foram cerca de 40 pães! Os desbravadores adoraram!

A cozinheira chefe é uma pessoa incrível e planejou um cardápio delicioso para os quatro dias, incluindo lasanha, strogonoff e feijoada vegetariana. Fomos muito bem servidos e tudo isso graças a Deus, que cuidou de cada detalhe para que pudéssemos viver esse momento.

À noite, logo após a janta, descíamos até às pias para lavar as louças e, depois de tudo organizado íamos tomar nosso banho! Um banho rápido, às vezes quente, às vezes gelado. As pernas, pés, braços e mãos ficavam extremamente sujos, e não é de se admirar…estávamos em um acompanhamento, em uma cozinha improvisada, sem piso, com muita terra e muito vento que contribuía para deixar tudo empoeirado, inclusive nós!

Terminado o banho, voltávamos para a barraca, que ficava atrás da cozinha, relembrávamos os episódios do dia e já discutíamos o cardápio do dia seguinte. Nessas idas e vindas, na rotina do fazer, lavar panos, panelas e alimentos, limpar mesas, organizar, cozinhar, ligar e desligar forno e liquidificador, encher suporte com água e sucos, descascar, cortar, servir…nós nos divertíamos muito. Sou grata por ter conhecido um pouco mais essas duas irmãs: pessoas boas, fortes, cheias de energia e amor no coração. Nenhum desânimo, nenhuma reclamação…Muita alegria e disposição!

Vez ou outra largávamos tudo (inclusive avental e touca, rsrsr) e corríamos assistir a alguma programação especial, como a apresentação da banda e coral do nosso clube e o encerramento do evento.

Essa rotina nos deixou muito cansadas fisicamente. Eu, particularmente, tive muita dor na planta dos pés, por ficar muito tempo em pé e acredito que por conta também do calor. Mas o fato de estar em um lugar diferente, com atividades intensas e com um foco diferente do meu habitual, contribuiu para que minha mente descansasse.

Nos últimos tempos tenho feito poucas atividades físicas, entretanto, tenho trabalhado muito com meu intelecto: refletindo, estudando, escrevendo e desenvolvendo projetos. A atividade intelectual tem sido intensa gerando cansaço e estresse. Nos dias do Campori tive a oportunidade de trabalhar e também descansar, de ativar áreas diferentes do meu cérebro e ainda assim continuar fazendo algo que eu amo: ajudar pessoas.

Existem diversas maneiras de amar. Deus nos ensina, nos habilita, nos possibilita inúmeras maneiras para cumprirmos nossa missão. Você quer ajudar? Você pode. Você quer ajudar? Você pode ser um desbravador, ser um conselheiro, um cozinheiro, um cantor, um costureiro…enfim.

No clube dos desbravadores, crianças e adolescentes desenvolvem habilidades que contribuem na formação de pessoas íntegras e que honram a Deus. Admiro e agradeço a cada pessoa envolvida nesse trabalho tão lindo que impacta positivamente na vida das pessoas e no mundo.

Nesse breve relato de um Campori, não posso deixar de agradecer ao meu marido. Através dele eu conheci o clube dos desbravadores! Obrigada, meu querido, por todas as coisas maravilhosas que você me ensinou e apresentou ao longo desses anos. Momentos assim nos unem e nos fortalecem ainda mais e eu desejo, de todo o meu coração, que crianças, jovens, adultos, casais, famílias, pessoas de todas as idades e de todos os lugares busquem mais e mais a Deus, para que o diário de suas vidas seja como o diário desse acampamento: cheio de atitude, de amor e gratidão!”

“Para casa eu vou, com saudade estou. Nesse lindo lar, nesse bom país, eu serei feliz!!!”

 

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” – Bíblia, livro de Rute, capítulo 1, verso 16.

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