Clamar e reclamar

Oi diário!

Outro dia eu estava refletindo sobre reclamações. Eu particularmente não gosto de ficar reclamando das coisas, mas vez ou outra me pego fazendo isso… Quando percebo, logo paro e reflito sobre como resolver a questão, da qual estou reclamando.

No dicionário encontramos alguns significados para a palavra “reclamar”: reivindicar, queixar-se, criticar, lamentar, suplicar. Ouvir a reclamação de outras pessoas, pode ser um tanto desagradável, mas a questão pode nos trazer muitos aprendizados, inclusive desenvolver nossa paciência e compaixão.

Bem, aí eu estava refletindo sobre reclamações… Será que “reclamar” vem do verbo “clamar”? Será que quem reclama está clamando por algo por mais de uma vez, ou seja, está clamando de novo? Pesquisei e entendi que “clamar” é sinônimo de “reclamar” no sentido de suplicar por algo. Entendo que o clamor apresenta um pedido de ajuda, um socorro. Portanto, é importante prestar atenção na reclamação das pessoas, ouvir, respeitar e perguntar como ou o quê podemos fazer para ajudar. Às vezes o reclamante só precisa desabafar…e aí nossa atenção e escuta será de grande valia.

No sentido de “queixa”, se você está reclamando (queixando-se) sempre da mesma coisa, reflita: qual o motivo da minha reclamação? Estou reclamando para a pessoa certa, no momento certo e da maneira correta? A pessoa que está ouvindo minha reclamação poderá me ajudar? O que as pessoas estão dizendo sobre a minha reclamação, qual o ponto de vista delas, quais suas orientações? O que posso fazer de diferente para obter resultados diferentes e solucionar o meu problema?

Vou citar um exemplo bem simples: suponha que eu esteja chateada com meu marido porque ele fica o tempo todo “no celular”. Aí eu começo reclamar para minhas amigas, e elas compartilham experiências e dão opiniões sobre o assunto. Até aí ok. Mas meu marido continua “no celular”, e eu continuo reclamando com as amigas, e elas continuam dando seus conselhos…

Qual é o problema? Meu marido ficar o tempo todo mexendo no celular. O problema está ligado a quem? Ao meu marido. Portanto, eu tenho que resolver o problema com ele!

Posso conversar com as amigas? Claro que pode! Mas é essencial conversar com ele, expor o descontentamento, pois, às vezes a própria pessoa (objeto de reclamação) não tem consciência do que está acontecendo. Uma comunicação clara e objetiva pode ser muito eficaz! As opiniões de amigos são muito bem-vindas, mas elas devem ser analisadas e colocadas em prática sempre com amor, com a sincera intenção de resolver o caso. A Bíblia diz que quando temos algum conflito com outra pessoa, devemos resolver diretamente com ela, caso não consiga, o segundo passo seria pedir a ajuda de outros irmãos.

Outro ponto importante: reclamações excessivas tendem a gerar sentimentos ruins no próprio reclamante e em quem ouve. Uma pessoa que está sempre reclamando pode se tornar “tóxica”, afastando pessoas e atraindo outras que apresentam um comportamento semelhante. Reclamações excessivas podem ser também consequências de corações ingratos, de pessoas que tem dificuldade de enxergar o lado bom das coisas a ponto de “viver reclamando” até mesmo quando deveriam agradecer.

Em resumo: identifique o motivo da sua reclamação e busque por pessoas e recursos que te ajudarão a sanar de vez o conflito. Foque na solução e não no problema. Aponte os aspectos positivos, amadureça com as dificuldades, aprenda com os obstáculos, viva contente em toda e qualquer situação, substitua o hábito de reclamar pelo hábito de agradecer…a sua essência e o mundo agradecem! E nós podemos também clamar a Deus por nossas reclamações… Ninguém melhor do que Ele para conhecer os nossos corações e nos mostrar o caminho certo para enfrentar e solucionar as dificuldades diárias. Clamar e confiar!

Fico por aqui, até breve,

 

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada” – Bíblia, Evangelho de Mateus, capítulo 18, versos 15 e 16.

 

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