As suas mãos

“Se as águas do mar da vida quiserem te afogar,
Segura na mão de Deus e vai.
Se as tristezas desta vida quiserem te sufocar,
Segura na mão de Deus e vai.”

Dormir não era uma tarefa fácil para a menina. A mãe carregava, balançava, cantava… A Bruna se lembra de um dia em que a mãe tentava faze-la dormir, ali, ao pé da cama. Olhou para o rosto da mãe, percebeu o cansaço e decidiu fechar os olhinhos. Ela precisava da mãe, mas a mãe também precisava dela. A mãe a colocou no berço e ela ficou bem quieta até que os sonhos a levaram…

Alguma vez você fingiu sobre algo para ajudar alguém? Como você se sentiu? Como a outra pessoa reagiu?

A mãe ficou aliviada ao ver a menina pegar no sono, e isso aliviou o coração da menina também.

Você pode amar muito uma pessoa, mas não poderá amá-la com o seu melhor, se não amar a si mesmo. Os filhos gostam de ver os pais felizes. As crianças precisam de pais que estejam bem consigo mesmos, isso fará bem a elas. Os pequenos sempre estarão por perto, e vão aprender, sentir, captar, absorver tudo o que estivermos sentindo, fazendo, falando…

Você precisa estar bem, para cuidar bem de alguém!

Ao lado da cama dos pais, ficava o berço da Bruna. Ele tinha algumas frestas por onde a menina esticava o braço e segurava a mão da mãe. Toda noite era assim:

– Mãe, dá a mão!

E a mãe segurava a mão da filha, tão pequena, tão indefesa.

Você já estendeu a sua mão a alguém? Neste momento, será que alguém está precisando da sua mão? O que você pode fazer através das suas mãos?

A mão da mãe protegia, dava segurança e a certeza de que nada de mau iria acontecer. A mão da mãe acalmava, fortalecia, amava…

“Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão de Deus e vai…”

Como é bom poder confiar em alguém! Como é bom saber que existe alguém do nosso lado, pronto para nos socorrer, para nos salvar. Como filhos de Deus podemos amar uns aos outros, porque Ele nos amou primeiro. Damos aquilo que recebemos, assim, as pessoas amam de maneiras diferentes…

A mãe da Bruna amava de diversas maneiras, mas, sobretudo, com as suas mãos!

Essas mãos que me pegaram, 

Que me sentiram e me embalaram,

Essas mãos que me seguraram,

E me protegeram…

Essas mãos que me sustentaram:

No respirar, no andar, no fazer.

Essas mãos que cuidaram,

Que agiram, que construíram,

E que me apoiaram.

Ah, essas mãos!

Através delas estamos unidos,

Confiantes e fortalecidos.

Obrigada por me dar a sua mão,

E carregar o meu coração! 

A Bruna precisava das mãos da mãe, e a mãe também precisava das pequenas mãos da filha. Suas mãos se uniam todas as noites e assim elas se permitiam amar e serem amadas.

 

“Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. E, tomando-as nos seus braços e impondo-lhes as mãos, as abençoou” – Bíblia, Evangelho de Marcos, capítulo 10, versos 15 e 16.

“Bendito seja o Senhor, minha rocha, que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra” – Bíblia, Salmos, capítulo 144, verso 1.

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